Só no primeiro trimestre de 2014 a cabotagem cresceu 27% em comparação ao mesmo período do ano passado

Embora os níveis de competitividade da indústria naval brasileira estejam em diferentes estágios na construção de navios, plataformas e embarcações de apoio, o setor tem se dedicado a atingir patamares comparáveis aos principais concorrentes mundiais. A opinião é do presidente da Abenav (Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore), Augusto Mendonça.

Segundo ele a curva de aprendizado vem se desenvolvendo e, 14 anos após a reativação da indústria naval brasileira, estamos próximos de sermos competitivos em setores como embarcações de apoio, do tipo PSV, e sistemas offshore.

De acordo com a Abenav, a criação do Promef (Programa de Modernização da Frota de Petroleiros) e a priorização de construção de plataformas no país têm três premissas básicas: fabricar unidades de transporte e produção no Brasil, o que foi possível com a construção de estaleiros nacionais; aumentar gradativamente o índice de nacionalização dessas unidades e tornar o País competitivo mundialmente no setor.

Outro fator que colabora para a competitividade da indústria naval é o aumento do mercado de navegação por cabotagem que, no primeiro trimestre do ano cresceu 27% em relação ao mesmo período de 2013, somando 165 mil Teus. Para o comandante e vice-presidente executivo do Syndarma (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima), Luís Fernando Resano, tal crescimento é focado nas cargas de contêineres, que deixam o modal rodoviário e passam para o aquaviário.

Fonte: guia marítimo